Na madrugada desta terça-feira (05), um incêndio de grandes proporções atingiu estabelecimentos no bairro Petrópolis na zona leste de Porto Alegre. O acidente trouxe prejuízos à uma padaria e mais três estabelecimentos no mesmo prédio. O fogo chegou à altura de um edifício vizinho de cinco andares, e seis caminhões do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para controlar as chamas, conforme noticiado no G1 RS e Correio do Povo. Ninguém se feriu, mas o patrimônio de pelo menos quatro negócios foram afetados.
A pergunta que qualquer empreendedor deveria se fazer ao ler essa notícia é direta: se isso acontecesse com o meu negócio amanhã, eu conseguiria me recuperar?
O que o seguro empresarial cobre num incêndio?
O Seguro Empresarial é a modalidade desenhada para situações como essa. As coberturas variam conforme a apólice contratada, mas as principais proteções incluem:
- Danos ao imóvel e ao conteúdo: estrutura física, mobiliário, equipamentos, estoque e mercadorias
- Perda de receita (lucros cessantes): compensação pelo faturamento que deixa de entrar enquanto o negócio está impossibilitado de operar
- Despesas extras: custos emergenciais de reinstalação provisória, locação temporária, comunicação com clientes
- Responsabilidade civil: danos causados a terceiros pelo sinistro, como o imóvel vizinho atingido pelas chamas
O que geralmente não está coberto — e é onde a maioria erra
Parte dos prejuízos em sinistros como esse decorre não do incêndio em si, mas de coberturas que o empresário não contratou ou contratou com valor defasado. Os erros mais comuns:
- Imóvel segurado por valor abaixo do custo de reconstrução atual
- Estoque não atualizado na apólice — especialmente em negócios com variação sazonal
- Ausência de cobertura de lucros cessantes, que é frequentemente tratada como opcional e raramente contratada por Pequenas e Médias Empresas — PMEs
Por que Pequenas e Médias Empresas do varejo são as mais vulneráveis
Estabelecimentos como padarias, lanchonetes e lojas de serviços têm características que ampliam o risco: funcionamento em horários estendidos, uso intensivo de equipamentos elétricos e de aquecimento, estruturas físicas compartilhadas com outros estabelecimentos. O incêndio desta terça-feira em Porto Alegre ilustra exatamente esse ponto — o fogo começou em um negócio e consumiu outros três no mesmo prédio.
O momento de contratar o seguro não é depois do sinistro.
Parece óbvio. Mas a realidade do mercado mostra que a maioria dos pequenos empresários avalia seguro empresarial apenas depois de sofrer um prejuízo significativo — ou de ver um vizinho sofrê-lo.
Se você tem um estabelecimento comercial e ainda não revisou sua apólice, ou não tem uma, fale com um consultor da Ducon. A análise é gratuita.